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Na verdade, na verdade… Amo brincar no Facebook, no WathsApp… Ver os amigos do Face como próximos. Sou uma defensora do avanço tecnológico até debaixo d’água. Quem manda na máquina somos nós. Quem orienta o filho,são os pais… Não terá Pokémon, que ocupe o meu lugar e o do pai, em minha família. Meus filhos já estão brincando, inclusive. O momento é dessa novidade. A família por perto, orienta quando e por quanto tempo jogar…Não vamos ficar terceirizando as nossas responsabilidades, culpando o Pokémon como preenchedor da rotina dos nossos filhos. Calma! O controle está em nossas mãos! Seja qual for o arranjo familiar, precisamos conviver bem. Os filhos devem se sentir acolhidos em nossa companhia, para que aprendam a dividir o seu tempo entre diversão, estudo e vivência familiar. Assim, aprenderão a escolher e decidir. Contudo, penso que os alunos/filhos não precisarão ser reclamados ou obrigados a ouvir um discurso muito moralista ou exageradamente religioso sobre essa nova brincadeira. Provavelmente, elaborada intencionalmente para preencher vazios. Trata-se, para eles, de uma“diversão”. Quantos adolescentes não têm uma mesa de ping-pong, não batem uma bola, não brincam de jogos de tabuleiros com seus pais, não curtem uma piscina juntamente com a família; não pedalam juntos? Na ausência da ludicidade em suas vidas, vão fazer o que, gente? Procurar Pokémons, porque é arriscado, mas divertido.

pokemon-go-starterUns vão caçar, outros fazer trilha e alguns vãopescar…Adolescentes que não gostam de sair de casa e que os pais, sempre permitiram que ficassem diante dos computadores noite e dia, estão andando nas ruas…Se comunicando com os colegas, pedindo ajuda para encontrar Pokémons, vendo a luz do dia. Ainda bem, que quase sempre eles os encontram nas portas das igrejas. Não é irônico? Quais as células que deveriam estar propondo algo semelhante? Família, igreja, estado, escola…Eu e você. Nós poderíamos pensar e educá-los de outra maneira. Sim. Mas, nada de exageros nas orientações. Vamos exagerar na alegria, na graça, no respeito e na boa convivência. Defendo o princípio, os pais deverão respeitar o momento dessa novidade e que os professores, padres, pastores e mídia sejam prudentes. As consequências, já deduzimos por tanto presenciar os próprios adultos em restaurantes. Não trocam palavras por conta da sua carência de se comunicar, considerando que saíram em família, tornando-se modelos de comportamento social. Estou me colocando, porque já imagino o quanto os adolescentes estão ouvindo sobre esse assunto. Daqui a um tempo, poderemos, junto com eles, refletir as consequências dessa brincadeira. Eles fazem parte de uma geração de pensantes e não daquela que ficava na rua movimentando o corpo. Não são dispostos para brinquedos que exigem esforços físicos. Adolescentes e crianças que não ajudam em casa, não terão pique para este jogo (eu acho). Além disso, não estamos apoiando o formato, estamos nos reservando para, caso precisem, orientá-los. E não será tarde, porque os nossos filhos têm família presente. E os que não têm? Uma altura dessa já acharam e já foram engolidos pelos “Pokémons”, que nem sempre estão nas esquinas, mas no abandono dos lares. Portanto, este texto não é sinônimo de apoio absoluto, mas de ajustes que têm como base as mediações de conflitos numa perspectiva social e também moral. Amigos, vamos nos unir para que os nossos jovens consigam sentir-se pertença da vida, da família e de Deus. Vamos conduzi-los com espiritualidade e com inteligência, para não perdê-los, mesmo estando dentro de casa.

Diretora Pedagógica da Educação Infantil e 1º ano – Escola João Paulo I
Judinara Braz
Psicóloga